Escritores facilitam e nós tornam seres mais saborosos. A escrita desses autores repelem o ceticismo incômodo e a idéia de que, alguém, em algum lugar no mundo, tem lá sua razão apoiada pelos nossos corações. Existe um contato ávido e a eclosão de um sintoma impreciso de felicidade rara. Deixamos ser convencido por uma sentimentalidade que pretendemos nossa e evocamos ingênua cumplicidade para com o poeta. Indiscriminadamente, eliminamos qualquer idéia de autoria, e se possível telefonaríamos em nome das suas palavras, em nome do jogo do dizível. Pediríamos auxílio e remédios contra as dores na coluna, enxaquecas e distúrbios self-control. Rezaríamos de pé junto em nome da certeza que nos acompanha atestado por um leitura tão distante e imprecisa. Os poetas se bem conheço, criminalizariam qualquer forma de apego generalizado e odiariam qualquer telefonema ratificador. Se bem conheço os escritores, qualquer forma de crédito está indisponível ao ser do coração. A escrita é uma atividade simplista, toda palavra é incompleta aos sentimentos incontestáveis de alegria. O poeta sabe, aprendeu, que a escrita é incompletude plena e é preciso reconhecer em qualquer atividade criadora. Toda escrita que se queira forte, que atende as paixões, as dores, e aos encantos é pedaço de mais, é parte do começo e parte do fim – parte. É por isso que qualquer ligação ao poeta é ingratidão. Todo poeta é ausente e marca compromisso para não cumprir. Toda escritor falta para experimentar a ausência e se completar. Não atendemos o telefone! E em nome da barulho queremos mais telefonemas. Se não atender, ligue novamente.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
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