quinta-feira, 29 de maio de 2008

O faz de conta

Se ao invés de escrevermos sobre a cidade e as dinâmicas de comportamento e uso do espaço das metrópoles, o que seria se a cidade fosse contemplada pelos nossos corações? O pragmático daria lugar a sentimentalidade e a planejamento sucumbiria ao sem sentido. Se os estudos sobre as cidades revelam suas lógicas seria preciso, então, outras das quais suas seqüências levariam ao submerso das ações ordinárias definido, se assim dizer, pelo lado obscuro e perverso da imprecisão. A impossibilidade da razão é bem vinda se não pela queda, não acidental, da confiança dos nossos intercessores que insistem em divulgar suas meticulosas análises. A escrita pela nossos corações contemplam o faz de conta e os estudos o veja por conta. Seria da escrita o interesse que afirme a previsibilidade corriqueira que pulsa em nome das tarefas cansativas dos tecnólogos e cientistas – é rasteira de bom malandro. O faz de conta inscreve-se nos mundos e oferece cidades renovadas e ensaiadas na fantasiada radiante que cativa o velho e o novo. A reprodução das relações do impossível (Quase Henry Lefebvre!). A escrita, que se quer, chega ao “dizer” que escapa as regras e fulgura os méritos esquecidos. Poderíamos, dizer, sem sombra de dúvida, que a cidade vive, e vive pois os monstros combatem a oferta acelerada de segurança! Pois o que não vive, é dona de necessidade de ordem contrária à vida e ao estalos dos corpos; é o ouvido surdo ao ensaio da orquestra que toca para promover um encontro doce ao trágico, sem dizer.

domingo, 18 de maio de 2008

Qual o nome disso?

Quando não se consegue dizer nada e quando dizer nada é um desafio na qual palavras escapam. Qual o nome disso? A sentimentalidade pulsa e faz das palavras um ente querido que se foi sem dizer “Tchau”- escreveu morreu. Minha escrita é investigação da escrita pela escrita. É o dizer que se amplia, a escrita que se quer em nome de mais escrita. Todos que descobrem o prazer pela escrita fazem dela um atividade amarga e necessária ; na escrita ficamos ricos e os sentimentos conduzem o compromisso pela realização da palavra. Ora, tornamos monstros provocantes e ensaiamos os gostos e as mentiras sobre nos mesmos. Se eu puder eu minto sobre você e lhe digo o que eu gosto em você em nome das nossas amizades, do fino traquejo entre você e eu, leitor. Eu investigo teu sorriso, teu barulho inquieto e tua voz provocante. Nesse encontro, te provoco em nome das suas fraquezas porque nesse momento a pobreza já não é mais minha. Entre nossas provocações há um sentimento rigoroso e pouco prudente que faz com que você termine essa leitura sem saber os personagens e o lugar pelo qual se escreve. Nada disso é possível entre você e eu leitor, porque até mesmos nossos personagens se desfazem, entrecruzam e se tornam outros. Delimitar seria tarefa difícil e imprecisa. O que não é tarefa fácil a ti leitor, pois, você sucumbe a imprecisão e entrega os pontos sempre que lhe falta objetividade.