Quando não se consegue dizer nada e quando dizer nada é um desafio na qual palavras escapam. Qual o nome disso? A sentimentalidade pulsa e faz das palavras um ente querido que se foi sem dizer “Tchau”- escreveu morreu. Minha escrita é investigação da escrita pela escrita. É o dizer que se amplia, a escrita que se quer em nome de mais escrita. Todos que descobrem o prazer pela escrita fazem dela um atividade amarga e necessária ; na escrita ficamos ricos e os sentimentos conduzem o compromisso pela realização da palavra. Ora, tornamos monstros provocantes e ensaiamos os gostos e as mentiras sobre nos mesmos. Se eu puder eu minto sobre você e lhe digo o que eu gosto em você em nome das nossas amizades, do fino traquejo entre você e eu, leitor. Eu investigo teu sorriso, teu barulho inquieto e tua voz provocante. Nesse encontro, te provoco em nome das suas fraquezas porque nesse momento a pobreza já não é mais minha. Entre nossas provocações há um sentimento rigoroso e pouco prudente que faz com que você termine essa leitura sem saber os personagens e o lugar pelo qual se escreve. Nada disso é possível entre você e eu leitor, porque até mesmos nossos personagens se desfazem, entrecruzam e se tornam outros. Delimitar seria tarefa difícil e imprecisa. O que não é tarefa fácil a ti leitor, pois, você sucumbe a imprecisão e entrega os pontos sempre que lhe falta objetividade.
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3 comentários:
A escrita que faz nascer um universo!
Um universo que vem a mostra pela escrita.
A razão tenta, para muitos, languidamente passar por esses mundos. Mas não pode, não consegue.
Porque?
Bem, senhor, eu vos digo, a rzão é uma merda,
Ela não sabe nada!
"Todos que descobrem o prazer pela escrita fazem dela um atividade amarga e necessária ; na escrita ficamos ricos e os sentimentos conduzem o compromisso pela realização da palavra."
Necessária sim mas, amarga? Quantas e quantas vezes me ví embriagado do prazer por escrever aquilo que me embebia, quantas e quantas descobertas sim houveram enquanto a palavra assasinava o branco, irrompia no silêncio? Mas há, ainda sim, a escrita acadêmica, essa puta, da qual quase sempre o trabalho é desprazeroso. É um trabalho de parir algo á forceps, que nem sempre expressa uma relação ou mesmo intensidade. é quando o trabalho imaterial acontece de fato, pois essa tarefa nada mais é que um trabalho, uma obrigação, em sí mesma, nada aprazível. Um pé no saco, se me permite.
Escrita que mostra a vida, vida que rasga o papel. A máxima Deleuziana: O pensamento afirma a vida, a vida a tiva o pensamento.
vida que ativa a escrita, escrita que vida!
Bem vindo!
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