As palavras aqui não estão ganhas e não tenho nada pronto para você leitor, nada muito cristalino. Entreguei minhas possibilidades no encontro com palavras não-ditas, possibilidade estas de escrita fina. Fui, mas não sabia voltar, quer dizer, revoltar e acabei me perdendo. Encontrei lugares estranhos, ruas desconhecidas, luzes apagadas. Achei um táxi. Peguei, e o motorista não sabia ler o endereço, não o entendia. Perdi mais um pouco. Eu quero casa! As pistas são o torto rumo das pedras, os devires que escapam ao pontual, ao ordinário da cidade. Vire essa esquina. Acho que eu conheço essa senhora. Mais para frente!! Nunca observei aquele menino brincando feito soldado alegre. Ruas e crianças resgatam o encontro do habitar que a cidade restringe em nome do seguro, em nome do sereno. Minhas palavras pedem mais. O arcabouço é a cheia polvorosa dos nossos sistemas, principalmente, o nervoso. Aqui devia ser o momento da lucidez, mas não é. Embriagado de sentidos fico à espreita. Quero pelas palavras à linguagem de um rumo cambaleante. Negocio com as impossibilidades do dizer, o que é, de fato, a produção de um não-texto, não-literário, sem fábulas ou coisa assim. Quero o não-dizer. Resgato um sentido para além dos sentidos de escrita, uma natureza morta dos nossos encantos, talvez esquecida. Morta porque o quiseram assim, preconizaram em uma condição marginal que o entendimento governa em nome do inabalável, em nome da firma. Estragaram nossos apetites pelo não-entendido, pelas incertezas do dizer que se sustentam aqui pela precariedade. O estupor do dizer em nome das palavras que se servem do acaso. Remeto-me a construção que pega pelo braço - faz dançar.
Eu que não conheço ruas peguei um táxi, perdi o rumo e o desconhecido desabrocha. Nesse limite as palavras superam a convicção da escrita em nome das não-palavras, do não-texto, da inqueitude que ganha forma e deforma a construção literal rigorosa e da clara. A clareza é uma virtude que não a tenho, por isso vou de táxi. Mas peço aos meus estalos, ao que toca o corpo, caprichos de uma escrita com propriedade, ou seja, quero recuperar o que dela pouco sentimos de profundo, de inquisidor, de estranho. A fala que gagueja, as linhas que são movimento do indizível-torto-maluco-doído. O indizível é o estado do mundo. Estou aos gritos. Ao que pouco posso, te entrego palavras em nome dessa condição de escrita, em nome da nossa amizade, em nome do nosso desembaraço. Desfrutar dessa condição é trazer aos parágrafos nossa terrena possibilidade de servir o banquete para além das palavras, para além do sentido uniforme. Quero ganhar informes sobre a construção de outras condições das palavras, da escrita sem tema, do texto sem título, quiçá do texto sem autor, mas eu não me vi ainda sem palavras. Minha breve intensidade desfaz as vestimentas recorrentes em nossos dias. Quero o nú, o precário, a pele exposta e a carne selvagem. Para além dessas palavras encontro moradia nesse rumo incerto, nesses estalos de palavras. Eu juro que eu não devia mais querer você, transborda.
Quanto posso me perder? Quanto à volta, não sei se ainda é ida, se é começo, se é busca. O que posso eu que imbrico caminhos incertos, tantos miscelâneas que faz viver palavras, que vão guiar nossos significados firmes, canhestros. A sina aqui é de palavra. Dê palavras. Quero colorir o que de monocrático nossos olhos estão compostos. O preto e o branco vêm de domingo à domingo. Quero casa, quero descobrir o tom das cores, o tom das palavras. Agora estou falando baixinho, me escuta. Posso nessas palavras apenas o não-dizer. Resgato o que foi limpo em nossos textos estão em nome do inabalável. Faltam palavras e preciso tatear com a pele e jogo do dizível. Aqui é sujeira de corpo e alma. Mas é sujeira de criança alegre, de boca lambuzada. O não-dizer parte do começo e não do fim. O fim é o sentido das palavras claras, da originalidade, das csaiu oonstruções perfeitas e gramaticalmente corretas. Eu penso. Eu quem? Eu e eu? Ou eu e você? Quero o começo. O estalo de devir, e o que está por vir dessa construção. O corpo que mexe as palavras que se firmam, ara o terreno do dizível em nome do não-texto, do não-dito, do indizível cortez. O direito do movimento na escrita consume o não-dizer, o que está implícito no discurso sem nome, sem autor, sem idéias originais. O não-dizer é o vento que bate, é a produção de si aqui e agora, as trocas entre o corpo e o calor, o frio e o nebuloso. O não-dizer é necessidade de hoje, construção do amanha – vigora o pulsar das veias. Faz valer, dispara. Devir é começo, é eterno (re)começo. E pelo começo vou terminar... todo pulso é impulso? Então: dança!
Eu que não conheço ruas peguei um táxi, perdi o rumo e o desconhecido desabrocha. Nesse limite as palavras superam a convicção da escrita em nome das não-palavras, do não-texto, da inqueitude que ganha forma e deforma a construção literal rigorosa e da clara. A clareza é uma virtude que não a tenho, por isso vou de táxi. Mas peço aos meus estalos, ao que toca o corpo, caprichos de uma escrita com propriedade, ou seja, quero recuperar o que dela pouco sentimos de profundo, de inquisidor, de estranho. A fala que gagueja, as linhas que são movimento do indizível-torto-maluco-doído. O indizível é o estado do mundo. Estou aos gritos. Ao que pouco posso, te entrego palavras em nome dessa condição de escrita, em nome da nossa amizade, em nome do nosso desembaraço. Desfrutar dessa condição é trazer aos parágrafos nossa terrena possibilidade de servir o banquete para além das palavras, para além do sentido uniforme. Quero ganhar informes sobre a construção de outras condições das palavras, da escrita sem tema, do texto sem título, quiçá do texto sem autor, mas eu não me vi ainda sem palavras. Minha breve intensidade desfaz as vestimentas recorrentes em nossos dias. Quero o nú, o precário, a pele exposta e a carne selvagem. Para além dessas palavras encontro moradia nesse rumo incerto, nesses estalos de palavras. Eu juro que eu não devia mais querer você, transborda.
Quanto posso me perder? Quanto à volta, não sei se ainda é ida, se é começo, se é busca. O que posso eu que imbrico caminhos incertos, tantos miscelâneas que faz viver palavras, que vão guiar nossos significados firmes, canhestros. A sina aqui é de palavra. Dê palavras. Quero colorir o que de monocrático nossos olhos estão compostos. O preto e o branco vêm de domingo à domingo. Quero casa, quero descobrir o tom das cores, o tom das palavras. Agora estou falando baixinho, me escuta. Posso nessas palavras apenas o não-dizer. Resgato o que foi limpo em nossos textos estão em nome do inabalável. Faltam palavras e preciso tatear com a pele e jogo do dizível. Aqui é sujeira de corpo e alma. Mas é sujeira de criança alegre, de boca lambuzada. O não-dizer parte do começo e não do fim. O fim é o sentido das palavras claras, da originalidade, das csaiu oonstruções perfeitas e gramaticalmente corretas. Eu penso. Eu quem? Eu e eu? Ou eu e você? Quero o começo. O estalo de devir, e o que está por vir dessa construção. O corpo que mexe as palavras que se firmam, ara o terreno do dizível em nome do não-texto, do não-dito, do indizível cortez. O direito do movimento na escrita consume o não-dizer, o que está implícito no discurso sem nome, sem autor, sem idéias originais. O não-dizer é o vento que bate, é a produção de si aqui e agora, as trocas entre o corpo e o calor, o frio e o nebuloso. O não-dizer é necessidade de hoje, construção do amanha – vigora o pulsar das veias. Faz valer, dispara. Devir é começo, é eterno (re)começo. E pelo começo vou terminar... todo pulso é impulso? Então: dança!

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