domingo, 23 de dezembro de 2007

Zombaria, terra e você!

Parece brincadeira e zombaria, mas não é não. As coisas, a vida, parece perigosa de vezes em quando e é preciso que se diga que isso sempre foi importante para os nossos atentos olhares comprometidos com alguma idéia de prazer. Até então encontrava muitas ofertas de prazeres a maioria delas num imediatismo de promessa bem feita. Num jogo de prazeres o imediato pede passagem em nome de mais. Eu também quero mais, mas não que com isso eu tenha muito. Falte-me e eu quero decompor em palavras, em um frenesi que garante minha sobrevida, o presságio de que com a loucura sou mais normal. Séria remédio desconfiar de certos pressupostos tão firmes nessa balburdia, nesse desembaraço. Afinal de contas tudo que se diz nesses palavras é o que somos disfarçadamente, não é verdade? Eu queria poder encontrar autores, poeta sem suas máscaras sem seus discursos sobre a vida, sobre a incerteza num tom tão calmo e dócil. É por isso que vemos artista ao invés de autores.Tentam nos fazer acreditar que criaram lugares para a arte, para a escrita, e continuam crer num movimento bonito e belo da produção da arte pela arte. Eu que não quero lugar definido, já tenho. Você também, espere mais um pouco. Mas não é isso.
Tenho algo irremediável para ti e não posso me encontrar com televisões, nem com os outros, aqui estou só. E é na escrita que encontro sobressaltos, a idéia intranqüila que só experimentamos nesse frenesi impuro. Não me acostumei e tenho certeza de que seria preciso caminhões cheios de terra para meu encontro. Aqui são arestas porque o mais profundo te escondo, você sabe. Falava a pouco do imediato, perdi o imediato de vista nessa escrita rápida. A escrita deveria durar o tempo necessário para trazer para si o destino dos possíveis. Ah isso é imediato! É aqui e agora. Mas também não é isso, não. Você, leitor, sabe o que é? Essa coisa querendo sair pela boca, querendo gritar. Tem nome para isso, existe nome? O que é vem de dentro que nos consome nesse fluxo de palavras em nome , em nome ... em nome do que ? Você leitor. Esqueça suas bandeiras de luta e invista na fadiga de terra firme pois ela possa ser um prêmio constate dessa aventura. É isso, precisamos ganhar a cada dia um pouco mais de terra que irá nos cobrir. Você vai se cansar mas não se implique. As incerteza trago eu à ti. Porque temos já os mesmos lugares, e a covardia trocamos aqui. Eu pois te digo isso e o que é isso em nome da sua frieza? Olha que eu posso mais. Estou me acostumando a dizer palavras cujo gosto parece tão incrédulo o que põe em evidência nossa distância nossas diferenças. O que vai comer hoje? O que se come nesse mundo em que você habita mas não o cogita. Esse traquejo chamado de entusiasmo, esse seu rosto à dispensar. Eu que preciso tanto de você leitor, dessa sua fraqueza de menino forte, to querendo te encontrar. Eu sei, essa idéia de que escrevo para você é tampouco uma farsa, um remédio desmedido que me faz calar dizendo palavras sem sujeito. Cadê o autor? O que se destina ao outro se consome num encontro ao meio dia. Sejamos simples e faremos o seguinte: consuma o gosto pelas palavras, esqueça o nome e introduza espaços invisíveis entre corpo e a vitrola, a mensagem e o presságio. Se não vibrar interrompe. Tem jornal na tevê.

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