Por um tempo eu pensei e quis ficar distante da escrita e excluir a minha necessidade de ser compreendido pelo silêncio do papel ou pela sonoridade pulsante das teclas do computador. Eu tentei esquecer esse aperto vivo , por vezes inconsciente , eu falo dessa minha relação com as palavras ; esta tal energia que embarca na escrita e carrega os pensamentos acompanhados de palavras leves e escorregadias, encaixadas feito peça de lego e desfeitas também! Algumas delas possui a profundeza de uma âncora depositada ao mar, outras então são fortes como um iceberg, já a maioria são ínfimas, prodígias, pequeninas e caretas. Por descoberta, eu reluto à minha compreensão e envolvimento diante das frases insólitas , volto atrás e agora escrevo-te...
Escrevo apenas por que é através das palavras que eu queria me prostituir diante dos sonhos mais aventureiros e ordinários. Eu queria através delas ser as mais diversas verdades que esse mundo carrega, contemplar os vencedores durante séculos, receber as incrédulas honrarias dos eternos perdedores sociais mistificado pelo Bom Deus, pelo Deus Justo. Através das palavras eu vivo Deus, eu sou o Deus Eterno. Estas palavras são mais do que palavras; é fantasia, agonia, perdição, desconforto, é a capacidade trêmula de ser o que se planeja ser. Aqui , agora... Olha! Sou um soldado francês ajudando uma senhora italiana de vestido colorido atravessar a rua! Não ! Olha, agora agora ! Sou um mendigo esperando um sorriso. Pare , por favor, chega de brincadeira! Agora eu sou um anjo pecaminoso olhando lindas mulheres dormirem com a delicadeza de não exagerar no barulho. Esquece isso, bobagem! Já chega ! Eu me desfaço num bocejo as três da madrugada e volto a ser eu mesmo. Já sou.
As palavras me trazem o prazer de reconhecer muitos outros eus, elas me trazem até as minhas profundidades, nos espaços em que posso voar sem decolar, nas entrelinhas em que posso desenhar a moral com as cores da imoralidade e da falta de pureza. É como se fosse um mergulho em si atrás de um pensar inventivo a fim de novas descobertas alegres. Eu ainda não descobri que através das palavras eu posso tudo. A minha maior proeza aqui é dar brilho único e singular ao meu estranhamento com o mundo ; é guiar numa direção menos dolorosa sem anestesia e atravessar as pontes e rios numa direção cheia de desvios e retornos periódicos. Aqui é o vislumbre de uma viajem em busca das melhores palavras e das palavras melhores. É o ensaio de fantasia que não se dispensa máscaras e fraquejos nem soluços e sorrisos.
Leio. Releio. E num papel amassado refleti todo os nasceres e os morreres nômades que rodeia minha áurea , as vezes, ávidos de serem incompreendido pelo mortais de uma ordem só, de uma única verdade. Eu despejo sobre ele a minha capacidade de ser profundo a fim de ser livre, natural, orgânico, cru. É o prelúdio de se desfazer dos rótulos, uma idéia falsa do sublime e de superioridade que muitos deixam passar. É como se houvesse uma busca por nenhuma camisa , veste ou estampa. É um falsa pureza que inibe o erro e os movimentos inquietos. É a sustentação de um dregrau perigoso e condicionante que leva à lugar nenhum, escrever sob esse degrau é desperdiçar a intensidade dos movimentos que nos permitem experimentar ; essa tensão distrai a alegria e polariza uma artificialidade condensada e grossa. Escrever é um mergulho sem nota.
Essa minha incompreensão que não se permite dizer estar fora dos papéis nem muito menos da escrita se desenvolve , em meio aos espinhos, e se faz como uma fonte de outras formas de vida, outras possibilidades – talvez mais chato e menos romântico, frio não sei. A complexidade de um alguém se revela na instrospecção que por vezes se acentua na medida em que se reconhece o tamanho do fracasso ou do sucesso. Cuidado pois a interpretação errada pode trazer um novo fim ou mais um velho começo. Na verdade, o que busco com a ação das palavras é usufruir das lacunas em que se vislumbram novos ares, sementes do reconhecimento de uma profundidade severa e áspera, enfim deliciosa. A trajetória disforme dessa ação procura instalar nas abstrações e corroer a crueldade da mesmice e das molduras estragadas. É aqui em que posso gritar bem alto:
_ Outras possibilidades... Outros outros possíveis...
Eu faço destas linhas minha fonte de vida , é o que eu carrego de prestígio e agonia, mais do que isso, é aonde todas as desilusões transformam-se em emoções junto com as sombras tortas da vã existência, trilhados pelos caminhos rabiscados. São sempre recomeços clandestinos, diria Clarice. Aqui, é mergulhado em min que eu quero o mundo aos meus dedos. Eu canto , recanto, sou , não sou , esqueço ! Sou a alegria das palavras em busca das metáforas esquecidas e dos momentos irrisórios. Aqui eu vislumbro o mundo que eu quiser , eu faço da minha vida o maior de todos os pecados e canto pelos cantos das ruas. Sou o gigolô do bar e o bicho papão das criancinhas estragadas pela falta do desejo fantasmagóricos. Sou a insanidade disfarçada procurando a discórdia do amanhã e do depois. Por tudo , a minha relação com as palavras é muito maior do isto , sempre será. É nostalgia, é prostituição dos sentidos , carência de significados, é necessidade e devaneio, é o tímido descobrindo as linguagem dos palhaços mundanos, é o desabrochar do espinho e a construção do acaso, o nascer de uma vírgula, a cor de um sonho. É por tudo isso que te escrevo.
Hoje , descobri alguma coisa, voltei atrás... e escrevi!
Escrevo apenas por que é através das palavras que eu queria me prostituir diante dos sonhos mais aventureiros e ordinários. Eu queria através delas ser as mais diversas verdades que esse mundo carrega, contemplar os vencedores durante séculos, receber as incrédulas honrarias dos eternos perdedores sociais mistificado pelo Bom Deus, pelo Deus Justo. Através das palavras eu vivo Deus, eu sou o Deus Eterno. Estas palavras são mais do que palavras; é fantasia, agonia, perdição, desconforto, é a capacidade trêmula de ser o que se planeja ser. Aqui , agora... Olha! Sou um soldado francês ajudando uma senhora italiana de vestido colorido atravessar a rua! Não ! Olha, agora agora ! Sou um mendigo esperando um sorriso. Pare , por favor, chega de brincadeira! Agora eu sou um anjo pecaminoso olhando lindas mulheres dormirem com a delicadeza de não exagerar no barulho. Esquece isso, bobagem! Já chega ! Eu me desfaço num bocejo as três da madrugada e volto a ser eu mesmo. Já sou.
As palavras me trazem o prazer de reconhecer muitos outros eus, elas me trazem até as minhas profundidades, nos espaços em que posso voar sem decolar, nas entrelinhas em que posso desenhar a moral com as cores da imoralidade e da falta de pureza. É como se fosse um mergulho em si atrás de um pensar inventivo a fim de novas descobertas alegres. Eu ainda não descobri que através das palavras eu posso tudo. A minha maior proeza aqui é dar brilho único e singular ao meu estranhamento com o mundo ; é guiar numa direção menos dolorosa sem anestesia e atravessar as pontes e rios numa direção cheia de desvios e retornos periódicos. Aqui é o vislumbre de uma viajem em busca das melhores palavras e das palavras melhores. É o ensaio de fantasia que não se dispensa máscaras e fraquejos nem soluços e sorrisos.
Leio. Releio. E num papel amassado refleti todo os nasceres e os morreres nômades que rodeia minha áurea , as vezes, ávidos de serem incompreendido pelo mortais de uma ordem só, de uma única verdade. Eu despejo sobre ele a minha capacidade de ser profundo a fim de ser livre, natural, orgânico, cru. É o prelúdio de se desfazer dos rótulos, uma idéia falsa do sublime e de superioridade que muitos deixam passar. É como se houvesse uma busca por nenhuma camisa , veste ou estampa. É um falsa pureza que inibe o erro e os movimentos inquietos. É a sustentação de um dregrau perigoso e condicionante que leva à lugar nenhum, escrever sob esse degrau é desperdiçar a intensidade dos movimentos que nos permitem experimentar ; essa tensão distrai a alegria e polariza uma artificialidade condensada e grossa. Escrever é um mergulho sem nota.
Essa minha incompreensão que não se permite dizer estar fora dos papéis nem muito menos da escrita se desenvolve , em meio aos espinhos, e se faz como uma fonte de outras formas de vida, outras possibilidades – talvez mais chato e menos romântico, frio não sei. A complexidade de um alguém se revela na instrospecção que por vezes se acentua na medida em que se reconhece o tamanho do fracasso ou do sucesso. Cuidado pois a interpretação errada pode trazer um novo fim ou mais um velho começo. Na verdade, o que busco com a ação das palavras é usufruir das lacunas em que se vislumbram novos ares, sementes do reconhecimento de uma profundidade severa e áspera, enfim deliciosa. A trajetória disforme dessa ação procura instalar nas abstrações e corroer a crueldade da mesmice e das molduras estragadas. É aqui em que posso gritar bem alto:
_ Outras possibilidades... Outros outros possíveis...
Eu faço destas linhas minha fonte de vida , é o que eu carrego de prestígio e agonia, mais do que isso, é aonde todas as desilusões transformam-se em emoções junto com as sombras tortas da vã existência, trilhados pelos caminhos rabiscados. São sempre recomeços clandestinos, diria Clarice. Aqui, é mergulhado em min que eu quero o mundo aos meus dedos. Eu canto , recanto, sou , não sou , esqueço ! Sou a alegria das palavras em busca das metáforas esquecidas e dos momentos irrisórios. Aqui eu vislumbro o mundo que eu quiser , eu faço da minha vida o maior de todos os pecados e canto pelos cantos das ruas. Sou o gigolô do bar e o bicho papão das criancinhas estragadas pela falta do desejo fantasmagóricos. Sou a insanidade disfarçada procurando a discórdia do amanhã e do depois. Por tudo , a minha relação com as palavras é muito maior do isto , sempre será. É nostalgia, é prostituição dos sentidos , carência de significados, é necessidade e devaneio, é o tímido descobrindo as linguagem dos palhaços mundanos, é o desabrochar do espinho e a construção do acaso, o nascer de uma vírgula, a cor de um sonho. É por tudo isso que te escrevo.
Hoje , descobri alguma coisa, voltei atrás... e escrevi!

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