Toda escrita reserva nos detalhes um destino doce e educado ao trágico e apresenta um conjunto de palavras, como se fosse um tapete vermelho, ao sem sentido e ao sem resposta. Não estamos atrás de respostas, nem tampouco em busca de culpados e erros citadinos presunçosos algo tão comum e corriqueiro. Alguma direção é bem vinda mas que se queira escondidinha em uma saudável fuga, misto de destemperos e ousadia. Aqui, são palavras sem sujeito e é assim que posso eu, trocar lhe confidências daquilo que nos , eu e você, encontramos todos os dias. Tudo que posso escrever está disposto em algum canto abstraído do direito de julgar-se certo mas não descrente da fantasia. A possibilidade de orientação sobre a escrita, desse vir-a-ser, é autorização feita no tocante ao corpo e a sentimentalidade. Pela escrita não nos resta nenhuma empatia disponível, por que a empatia é uma palavra indisponível ; ela é elemento que se reserva às análises dos especialistas. A escrita desenvolve um sinergia tão mais violenta sem lugar para os empáticos. Toda escrita trabalha com o desejo e a mais bonita é desejar a possibilidade, algo tão erradicado e longínquo. A empatia, levada a cabo, possui um sentido humanístico que orienta nossa atenção perpetuando um insuficiente sorriso para com os outros. Tudo que se pede nesse copo, nesse gole que lhe escapa leitor, é a oferta aos delírios ingrediente hostil das abstrações. Que se queira forte o gole!
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