Eu sugiro fantasia. Eu penso que ao menos a escola deveria beber da ousadia e encarar a alegria. Estou atrás da fissura por onde caminha os passos de pensamentos menos recorrentes. Minha sugestão é esculpir a arte e desenhar os caminhos dos artistas. Paredes mais coloridas. Histórias mais compridas. Uma certa revelia. Enceno uma outra metodologia – aqui é distinta a harmonia. Falo-te de um enredo renovado, raios mais compridos e uma esfera mais profunda. Proponho novas tarefas para o exercício da introspecção, o saltar da dúvida e a invenção das possibilidades. O limite entre escola e o circo é tênue e os atores e a platéia se misturam. Cuidado com os leões e perceba os palhaços. Por um momento imaginar se desfazer das escolas a fim de serem outras.
Os livros didáticos trariam todas páginas em branco. Não viriam pronto. Tornariam-se meio. Não, o fim. Os alunos ousariam pintar a representação do mundo, a afirmação da vida que escapa, o presságio da loucura, e o apetite pela fantasia. Eles rabiscariam o sempre na presença de um pensamento renovado, tornariam autores das próprias páginas e produtores das suas audácias. O rumo seria guiado pela introspecção, o estado de acesso da voz que fala ao nosso pensamento. Perceber o traquejo da voz que nunca cessa é experimenta-lá. Formula-se em meio ao desajeito. Engreno a sensação. Se ao menos, a escola pudesse restituir a tristeza do mundo num tom particular capaz de amplificar a ressonância que salta ao nosso peito. Os professores flagrariam os sentidos genuínos no outro lado do dizer – o que ainda não se processou, o que está em via de se dizer, o que se refere ao inacabado do pensamento. Páginas soltas para o ensaio da ousadia.
O trajeto é dado pela autonomia e o pensamento abre as portas de uma escola arteira. Arte. Caberia mais árvores ao invés de muito concreto. Falo de um entendimento da realidade tão mais próprio e menos arbitrário, se apoiariam sobre as costuras do subterrâneo - o que ainda não é passível de ser dito. O sol que não nasceu, a palavra que gagueja. Aqui se permite aos alunos perguntarem sobre o movimento do vida. A didática é na direção da consagração da criatividade e do trágico – eis os palhaços; percebo possibilidades vindouras do estranhamento na produção de outros significados. Figuro a imaginação sem controle, a intuição sem protocolo, a precariedade do pensamento. A canalização do devir na orientação de um oceano inesgotável e profundo – lá onde não se tem notícia, lá onde não se tem escola. A constituição de si privilegiada pela expressão, o poder dizer, o que se destina ao irredutível.
Aqui é preciso duvidar. Mais escuro, menos luz. A dúvida que se processa norteia a arte que a precedo. A idéia de progresso é senão pela arte , pois, ela na afirmação da vida e na ampliação do exercício do não dito. Vida louca. O compromisso com o conhecimento é dado sobretudo com o seu movimento, e você sabe, a nobreza é outra – a harmonia é reversa. Novos Sartres, mais Pessoas. Outras Clarices. Aqui o que se afirma é o presságio da obra, o que está em compasso na produção de novos sentidos – a sensação percebida. Falo-te do que pode ser um gole do inesperado, o que irrompe a inexistência. É um ritmo que percebe a dúvida como possibilidade de inquietude, o não entendido, o que não se procura responder – a abertura ao desassossego. Sorver do instável e debruçar sobre os canteiros da vida, a cura que se procura. A obra que se coloca.
A escola como expressão da fantasia indagada pela educação que possa dar a sensação um pouco mais de vida - o tom de expressão, um chamado à sedução. Um convite ao poder dizer, aquilo que não pode ser regra ou subtração. Você sabe não se mata na fonte a biodiversidade do pensamento, a possibilidade do novo, o que ainda não é. Aqui é a possibilidade que sacode, o manto que se descobre. Esse circo, ou melhor essa levada do peito corrobora o desenvolvimento do sensível e o reconhecimento do inaudível. É. Por tudo, uma cadeira mais arteira destinado ao assento da fantasia. A luz da tenda que não se apaga.
Os livros didáticos trariam todas páginas em branco. Não viriam pronto. Tornariam-se meio. Não, o fim. Os alunos ousariam pintar a representação do mundo, a afirmação da vida que escapa, o presságio da loucura, e o apetite pela fantasia. Eles rabiscariam o sempre na presença de um pensamento renovado, tornariam autores das próprias páginas e produtores das suas audácias. O rumo seria guiado pela introspecção, o estado de acesso da voz que fala ao nosso pensamento. Perceber o traquejo da voz que nunca cessa é experimenta-lá. Formula-se em meio ao desajeito. Engreno a sensação. Se ao menos, a escola pudesse restituir a tristeza do mundo num tom particular capaz de amplificar a ressonância que salta ao nosso peito. Os professores flagrariam os sentidos genuínos no outro lado do dizer – o que ainda não se processou, o que está em via de se dizer, o que se refere ao inacabado do pensamento. Páginas soltas para o ensaio da ousadia.
O trajeto é dado pela autonomia e o pensamento abre as portas de uma escola arteira. Arte. Caberia mais árvores ao invés de muito concreto. Falo de um entendimento da realidade tão mais próprio e menos arbitrário, se apoiariam sobre as costuras do subterrâneo - o que ainda não é passível de ser dito. O sol que não nasceu, a palavra que gagueja. Aqui se permite aos alunos perguntarem sobre o movimento do vida. A didática é na direção da consagração da criatividade e do trágico – eis os palhaços; percebo possibilidades vindouras do estranhamento na produção de outros significados. Figuro a imaginação sem controle, a intuição sem protocolo, a precariedade do pensamento. A canalização do devir na orientação de um oceano inesgotável e profundo – lá onde não se tem notícia, lá onde não se tem escola. A constituição de si privilegiada pela expressão, o poder dizer, o que se destina ao irredutível.
Aqui é preciso duvidar. Mais escuro, menos luz. A dúvida que se processa norteia a arte que a precedo. A idéia de progresso é senão pela arte , pois, ela na afirmação da vida e na ampliação do exercício do não dito. Vida louca. O compromisso com o conhecimento é dado sobretudo com o seu movimento, e você sabe, a nobreza é outra – a harmonia é reversa. Novos Sartres, mais Pessoas. Outras Clarices. Aqui o que se afirma é o presságio da obra, o que está em compasso na produção de novos sentidos – a sensação percebida. Falo-te do que pode ser um gole do inesperado, o que irrompe a inexistência. É um ritmo que percebe a dúvida como possibilidade de inquietude, o não entendido, o que não se procura responder – a abertura ao desassossego. Sorver do instável e debruçar sobre os canteiros da vida, a cura que se procura. A obra que se coloca.
A escola como expressão da fantasia indagada pela educação que possa dar a sensação um pouco mais de vida - o tom de expressão, um chamado à sedução. Um convite ao poder dizer, aquilo que não pode ser regra ou subtração. Você sabe não se mata na fonte a biodiversidade do pensamento, a possibilidade do novo, o que ainda não é. Aqui é a possibilidade que sacode, o manto que se descobre. Esse circo, ou melhor essa levada do peito corrobora o desenvolvimento do sensível e o reconhecimento do inaudível. É. Por tudo, uma cadeira mais arteira destinado ao assento da fantasia. A luz da tenda que não se apaga.
***
O texto acima foi escrito buscando responder a seguinte pergunta:"O que você sugere para a educação brasileira?".

Nenhum comentário:
Postar um comentário