Se ao invés de escrevermos sobre a cidade e as dinâmicas de comportamento e uso do espaço das metrópoles, o que seria se a cidade fosse contemplada pelos nossos corações? O pragmático daria lugar a sentimentalidade e a planejamento sucumbiria ao sem sentido. Se os estudos sobre as cidades revelam suas lógicas seria preciso, então, outras das quais suas seqüências levariam ao submerso das ações ordinárias definido, se assim dizer, pelo lado obscuro e perverso da imprecisão. A impossibilidade da razão é bem vinda se não pela queda, não acidental, da confiança dos nossos intercessores que insistem em divulgar suas meticulosas análises. A escrita pela nossos corações contemplam o faz de conta e os estudos o veja por conta. Seria da escrita o interesse que afirme a previsibilidade corriqueira que pulsa em nome das tarefas cansativas dos tecnólogos e cientistas – é rasteira de bom malandro. O faz de conta inscreve-se nos mundos e oferece cidades renovadas e ensaiadas na fantasiada radiante que cativa o velho e o novo. A reprodução das relações do impossível (Quase Henry Lefebvre!). A escrita, que se quer, chega ao “dizer” que escapa as regras e fulgura os méritos esquecidos. Poderíamos, dizer, sem sombra de dúvida, que a cidade vive, e vive pois os monstros combatem a oferta acelerada de segurança! Pois o que não vive, é dona de necessidade de ordem contrária à vida e ao estalos dos corpos; é o ouvido surdo ao ensaio da orquestra que toca para promover um encontro doce ao trágico, sem dizer.
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Um comentário:
E se ao invés de nos preocuparmos com as lógicas de funcionamento das cidades e territórios, olhássemos os processo de singularização que passsam por elas, os corações que lá vivem, e por lá se apaixonam? Como a cidade me toca? Como eu toco a cidade? A cidade não é dona de ninguém, e talvez nem o inverso seja verdadeiro, em dias de hoje!
Escrevo, sem saber se isso faz sentido pra ti!
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