Entre uma e outra tarefa do dia-a-dia, em meio a pressa dos compromissos e depois dos encontros com a obrigação, enfim, chega a hora e os minutos que mais parecem radiar uma eternidade pomposa. É simples se considerarmos o fato de que podemos somente aos poucos tomar o tempo a nossa maneira. É porque existe uma força contrária aos triunfos sacana da bestialidade covarde que se assume enquanto realidade. O tempo evoca uma pretensão mais ampla do que a tradicional e instaura sentidos mais atraentes. Por tantas e outros desacordos, se consagra a ruptura, de tempos em tempos, dessa prática mundana que faz de nós seres destituídos de qualquer espontaneidade e alegria. Sabemos que se fosse oferecido um movimento contrário e um estágio probatório à novidade e o inquieto toparíamos na invencível condição de nós mesmos. O tom dessa conversa, conversinha, reforça algumas idiossincrasias que fixa o semblante nas vírgulas, nos esquecimentos e nas palavras que saltam a boca para se referir ao obscuro. A realidade torna-se outra e a natureza das descobertas segue o prazer, o sonho e o imaginário que se constrói pelas palavras em franco treinamento (porque toda escrita é um treinamento! Mesmo que existe nela um certo atropelo, uma dieta de palavras ou um desacordo diante das teorias científicas da comunicação ou quiçá, alguma semelhança com o horóscopo do dia anterior) ; há de certo um arco íris borrado nisso tudo.
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2 comentários:
Você escreve pra caralho!!!!
Abraços!!!
Tive um semestre acadêmico meio pesado,mas sobrevivi. Agora é tentar ler outras coisas e escrever uma iniciação!
Deleuzianos rasos são aqueles que idolatram-no e só se fazem falar através das idéias deles, gente burra!!!
E você, como está??? Mande noticias!!!!
abraços
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