Se ao menos fosse dado o direito ao contato entre velhas e recém chegadas armadilhas reconheceríamos nelas um misto de repetição. Pelo que me parece, elas atendem os desejos do destino que, bem ou mal, não o entendemos completamente e tornamos alvos dos belos e incertos presságios. Mesmo que isso signifique pouco ou faça valer apenas mais confusão (e que seja bem vinda!), há um duplo sentido nos contatos humanos para não dizer oblíquos, retos e cambaleantes. Seres cativantes impressionam pela a novidade e bebem da repetição que, juntas, amplificam os sentidos das coisas somando-se a isso nosso desembaraço. Sejamos obtusos em dizer que as pessoas, ou melhor, o contado diário dos encontros impelem a nós o novo e velho. Encantos bem sucedidos evocam um destempero gostoso que desarma o mais bem preparado soldado em nome das sensações – do pulsar e do descontrole. Ao contrário do que se imagina, se novas elas possuem relações com o corpo discursivo que possuímos, como um fardo evoluído desde os tempos de criança que cresce em velocidade rala. Se novas, e isso é preciso que se diga, elas resgatam um elo entre o distante e o refutável, conduzindo um resgate aos tempos remotos outrora tão especiais que lembramos por meio de flashes e retoques de cenas mais ou menos inelegíveis.
Nos momentos mais íntimos sempre digo ao meu coração que não é tarefa das mais fáceis introduzir efeito de regra às trocas entre pessoas nem apontar a beleza nova dos encantos nem a repetição apreciável do movimento entre seres. O que conforta e liberta é a suave condição de nós mesmos à lisura do intercambiável , a volta ao passado em nome do preparo dos corpos que daqui a pouco não teremos mais como se fosse um sopro. Deixemos de lado também as cortinas pois elas já se serviram ao tempo e levaram para si o preparado do ambiente em tom claro e harmonioso. É em busca da amplitude das sensações, do preparo das armadilhas das quais sempre precisamos a fim do mínimo conhecimento de nós mesmo – é isso, é isso.
Levo distraído o desejo de criar para si um horizonte da qual as palavras resgatem um frenesi tão importante e indispensável a escrita e ao mundo que vai nascer. Há em curso a criação de horizontes tão próximos e diametralmente opostos a ordem das coisas. Proponho a imersão à queda. Nessa altura, entreguemos o risco em tom singelo o que não quer dizer erudição nem promessa bem feita de teoria recém produzida nos cafundós e brejos da ciência. Aos poucos despistamos palavras que constroem seguranças pois implica-se a ela depressão e a pobreza de universos medonhos vívidos em tom pastel ; o que não é troca, nem muito menos experiência, nem corpo e nem alma e nem muito menos voz alta. A sombra das descobertas surge um reinício simplificador conduzindo os braços e os corações no desejo de mais e nesse estado a repetição e o novo se fundiram num emaranhado doce e confuso. Seria como ver uma foto levando em conta as cores aos invés dos sorrisos; suspirar ares mais próximo aos invés de preferirmos os mais distantes sem qualquer forma de implicação; requereríamos com suplício a ambigüidades à voz firme que exalta segurança à nossa segurança. Deixemos de lado certas vozes altas.
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